Sofre de dor nas costas? Você não está sozinho

Sofre de dor nas costas? Você não está sozinho
A lombalgia representa 13,5% das patologias crônicas identificadas por médicos no Brasil

01/06/2020 | Dicas de Saúde

Dor nas costas, dor lombar, dor na coluna, lombalgia... Não importa como você o chame, esse distúrbio está entre os mais frequentes na população brasileira. Para dar uma ideia, ele perde apenas para a dor de cabeça quando o assunto são as dores que levam as pessoas a procurarem por ajuda médica.

Estudos indicam, por exemplo, que a dor lombar é uma condição que pode atingir até 65% das pessoas anualmente, e até 84% delas em algum momento da vida. Outro levantamento, este do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que as dores da coluna (cervical, torácica, lombar e pélvica) são a segunda condição de saúde mais prevalente do Brasil, representando 13,5% das patologias crônicas identificadas por algum médico ou profissional de saúde, superadas apenas pelos casos de hipertensão arterial (14%).

Mas por que essas dores são tão comuns? 

Mudanças no perfil da população brasileira têm ocorrido nos últimos anos, como o aumento do número de idosos – eles hoje representam 7,4% da população total –, aumento de hábitos sedentários entre os adultos e, consequentemente, mudanças na composição corporal, com aumento dos índices de sobrepeso e obesidade, que atingem atualmente 58,4% das mulheres e 52,5% dos homens.

De acordo com especialistas, as dores lombares mais frequentes são de natureza mecânico-degenerativa. “A lombalgia também pode ter origem secundária, decorrente de alteração congênita, neoplásica, inflamatória, infecciosa, metabólica ou traumática”, acrescenta o Dr. Gustavo Merheb Petrus, médico ortopedista da MedCal.

Segundo ele, inúmeras circunstâncias contribuem para o desencadeamento e cronificação das síndromes dolorosas lombares (algumas sem uma nítida comprovação de relação de causa). Entre elas, o Dr. Gustavo destaca questões psicossociais, insatisfação laboral, obesidade, hábito de fumar, grau de escolaridade, realização de trabalhos pesados, sedentarismo, síndromes depressivas, litígios trabalhistas, fatores genéticos e antropológicos, hábitos posturais, alterações climáticas, modificações de pressão atmosférica e temperatura. “Condições emocionais podem contribuir muito para a dor lombar ou agravar as queixas resultantes de outras causas orgânicas preexistentes”, afirma.

Tratamento

O repouso é eficaz tanto nas lombalgias, como nas dores decorrentes da hérnia de disco. “Ele não pode ser muito prolongado, pois a inatividade prolongada resulta em atrofia muscular”, alerta o especialista da MedCal. “Assim que a atividade for possível, o tempo de repouso pode ser encurtado e o paciente deve ser estimulado a retornar às suas atividades habituais o mais rapidamente possível”, aconselha.

O tratamento medicamentoso das lombalgias e lombociatalgias, após afastadas causas específicas como neoplasias, fraturas, doenças infecciosas e inflamatórias, deve ser centrado no controle sintomático da dor para propiciar a recuperação funcional o mais rapidamente possível. Os medicamentos mais utilizados são os analgésicos (Paracetamol; Dipirona), opióides (Tramadol e Codeina) e os antiinflamatórios não-hormonais (AINHs) e corticoesteróides. Os antidepressivos tricíclicos são uma opção nas lombalgias crônicas, mesmo quando não associadas à depressão. Mas fica o alerta: “nenhuma medicação deve ser tomada sem a prescrição de um especialista”.

Medicamentos e fisioterapia

A lombalgia mecânica comum é sempre de tratamento conservador. Além dos medicamentos e os tratamentos com fisioterapia, na persistência dos sintomas podem ser feitas infiltrações nas discopatias, infiltração de pontos dolorosos, infiltração perifacetária, e a denervação facetária.

Intervenções cirúrgicas

O tratamento cirúrgico da hérnia discal está indicado nos casos com déficit neurológico grave agudo (menos de 3 semanas), com ou sem dor; na lombociatalgia hiperálgica e, nas outras de menor intensidade, apenas para os pacientes que não melhoram após 90 dias de adequado tratamento clínico.

Reabilitação depois da crise de dor:

“Os meios físicos de tratamento (frio e calor) são apenas coadjuvantes no processo de reabilitação. Eles não atuam sobre as causas e sobre a história natural das síndromes dolorosas lombares”, explica o Dr. Gustavo.

Em relação à estimulação elétrica transcutânea (Tens), existem controvérsias sobre sua real eficácia. “Não está indicada como medida inicial na lombalgia mecânica aguda”, diz o ortopedista, acrescentando que os exercícios aeróbicos e de fortalecimento da musculatura paravertebral são comprovadamente eficazes.

Como prevenir

  • Alguns hábitos podem ajudar a prevenir as dores lombares, como:
  • Adotar posturas adequadas quando sentado; 
  • Evitar o transporte de carga longe do corpo;
  • Evitar atividade com torção do tronco;
  • Praticar atividade física regularmente e com orientação profissional;
  • Realizar principalmente exercícios para alongamento e fortalecimento muscular da região abdominal;
  • Evitar o fumo; 
  • Alimentar-se adequadamente e controlar o peso corporal.

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Fontes:

Projeto Diretrizes Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina.

Prevalência da dor lombar no Brasil: uma revisão sistemática. Scielo 2015.